sexta-feira, setembro 26, 2008

Geografia urbana estuda as áreas urbanas e seus processos de produção do espaço urbano. E, nesse contexto entende-se que o espaço urbano, é como já se pode imaginar, um espaço por excelência produzido pela ação humana, as quais podem ser muitos úteis ao próprio homem ou a ele danosas.

Para a compreensão desse espaço existem vários estudos que querem compreender como esse espaço se produz e reproduz. Estudo esse de grande complexidade, em face mesmo que para a ação humana são levados em consideração vários fatores, que podem ser tanto de ordem cultural, religiosa e econômica, esta última sobressaindo-se mais em relação as outras, já que o fator econômico tem preponderância sobre outros fatores, produzindo singularidades, formadoras de perspecitvas diversas.

Para melhor explanarmos sobre o urbano precisamos compreender o que é uma cidade, pois é ela que melhor pode demonstar as relações que se estabelecem para esse entendimento;

A cidade, segundo Milton Santos, é uma "sucessão de tempos desiguais", o

sábado, setembro 20, 2008

Soneto da Separação


De repente, em um lapso de segundo, tudo o que era se desfez. Como continuar, depois do que você fez? E a dor...... quando acaba? É melhor não pensar, ou pensar depois como a Scarlet O'Hara, de "O vento levou". Esperar por outro ciclo, novas paisagens, algumas decisões importantes. Espero fazer o que deve ser feito e não machucar ninguém. E pra falar de mudanças nada melhor que a poesia de Vinicius:



De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.


Vinícius de Moraes

A ROSA DE HIROSHIMA


Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.

Vinícius de Moraes

segunda-feira, setembro 01, 2008

Jardim - Rubens Alves


Hoje foi o dia da minha colação de grau de Licenciatura em geografia e a Professora Suely Menezes, principal coordenadora da Universidade Estadual Vale do Acaraú, em sua oratória durante a cerimônia dos colandos fez uma alusão a um texto de Rubens Alves, "Jardim", remetendo-nos ao pensamento de que como novos professores aptos a entrar no mercado de trabalho, que é o da educação, fomos comparados por ela a jardineiros, responsáveis pela plantação da boa semente, porque não bastar ter o jardim é preciso ter jardineiros para cuidar que os brotos recém plantados não sejam alvo das ervas daninhas e outras pragas, isto é : o professor tem um papel muito importante, e que não é apenas de facilitador do conhecimento, mas também responsável por plantar idéias sadias nas mentes dos nossos jovens, e que vivem nesse mundão de Deus nem sempre com alguém por perto para lhes ensinar, além do conhecimento as noções subjetivas da vida, tentando levar a esses jovens a oportunidade do conhecer para poder avaliar criticamente as ocorrências do dia e dia. E, é com o pensamento na importância do jardim e do jardineiro que deixo esse pequeno trecho de Rubens Alves:


“Explico: o que é que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde, um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro. O que faz um povo são os pensamentos daqueles que o compõem” (Alves, R., 2000, p. 24-25).

quarta-feira, agosto 27, 2008

O SAL DA TERRA


Anda, quero te dizer nenhum segredo
Falo desse chão, da nossa casa, vem que tá na hora de arrumar
Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante, nem por isso quero me ferir
Vamos precisar de todo mundo prá banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado e quem não é tolo pode ver
A paz na Terra, amor, o pé na terra
A paz na Terra, amor, o sal da...
Terra, és o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro, tu que és a nave nossa irmã
Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com teus frutos, tu que és do homem a maçã
Vamos precisar de todo mundo, um mais um é sempre mais que dois
Prá melhor juntar as nossas forças é só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora para merecer quem vem depois
Deixa nascer o amor
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor
Composição: Beto Guedes/Ronaldo Bastos

DERIVA CONTINETAL

PANGEA - O supercontinente

A teoria da Deriva Continental foi proposta em 1912, pelo cientista alemão Alfred Wegener, dizia esse que há milhões de anos havia um só continente chamado Pangéia que era cercado por um só oceano denominado Pantalassa.

Segundo a Deriva Continental, a Pangéia teria se rompido vagarosamente dividindo-se em dois continentes denominados Laurásia, localizado ao norte, e Godwana, localizado ao sul. Baseando-se nos perímetros africanos e brasileiros, foi observado que esses poderiam se encaixar perfeitamente, dando a confirmação de que os continentes se romperam e que continuaram a formar novos continentes, resultando no que percebemos nos dias de hoje.
Como conseqüência destes rompimentos, os oceanos também sofreram divisão obedecendo as transformações provocadas pelas massas dos novos continentes.

Segundo Wegener, a Deriva dos Continentes após a fraturação da Pangéia explicava não só as ocorrências fósseis, mas também as evidências de mudanças dramáticas do clima em alguns continentes. Por exemplo, a descoberta de fósseis de plantas tropicais (na formação de depósitos de carvão) na Antárctida conduziu à conclusão que este continente, atualmente coberto de gelo, já esteve situada perto do equador, com um clima temperado onde a vegetação luxuriante poderia desenvolver-se. Do mesmo modo que os fósseis característicos de fetos (Glossopteris) descobertos em regiões agora polares, e a ocorrência de depósitos glaciários em regiões áridas de África , tal como o Vaal River Valley na África do sul, foram argumentos factuais invocados a favor da teoria da Deriva dos Continentes.

domingo, agosto 24, 2008

Fim - Vinícius de Moraes


Será que cheguei ao fim de todos os caminhos
E só resta a possibilidade de permanecer?
Será a Verdade apenas um incentivo à caminhada
Ou será ela a própria caminhada?
Terão mentido os que surgiram da treva e gritaram - Espírito!
E gritaram - Coragem!
Rasgarei as mãos nas pedras da enorme muralha
Que fecha tudo à libertação?
Lançarei meu corpo à vala comum dos falidos
Ou cairei lutando contra o impossível que antolha-me os passos
Apenas pela glória de tombar lutando?
Será que eu cheguei ao fim de todos os caminhos…
Ao fim de todos os caminhos?

Vinícius de Moraes

  A saúva Trabalhadeira O dia amanheceu preguiçoso, com uma neblina leve que lembrava uma gaze de algodão, se é que existe isso. Os pássar...