terça-feira, maio 12, 2026

 


A saúva Trabalhadeira

O dia amanheceu preguiçoso, com uma neblina leve que lembrava uma gaze de algodão, se é que existe isso. Os pássaros cantavam e voavam de um lado para o outro. A vida parecia sem pressa para começar. Mas havia alguém alheio a essa mansidão. Era D. Saúva, sempre alegre e faceira e sempre ocupada em carregar pequenas folhas de um lado para o outro. Seu Sábia que entre um voo e outro passava perto de D. Saúva lhe disse – Ei amiga, a senhora não acha que está muito cedo para começar a trabalhar? Recebendo em resposta – Deus ajuda quem cedo madruga – e nem ligou para o sabiá continuando em sua tarefa.

O sabiá pousou num pequeno galho e ficou pensando – essa daí não sabe aproveitar a vida. E saiu voando ligeiro.

A saúva por sua vez pensava – esse passarinho não sabe que temos que nos preparar para o futuro. O inverno tá chegando e se eu não tiver feito o armazenamento de que necessito não virá nenhum sabiá me ajudar.

O inverno chegou e com ele as fortes chuvas alagaram todo o terreno onde D. Saúva havia feito sua casinha. E ela assustada começou a gritar – Alguém me ajude. Socorro, minha casa esta inundada.

O sabiá que havia feito seu ninho em uma arvore grande e forte ouviu os lamentos da D. Saúva e voando em direção de onde provinha os gritos disse – D. Saúva a senhora esta em apuros. Quer vir pra minha casa até o terreno secar? No que a saúva sem outra alternativa aceitou a ajuda do pássaro e foi carregada por este em suas asas até a casinha na arvore e juntos ficaram olhando a chuva e o estrago que ela estava fazendo na casa da D. Saúva.

Passado o temporal o sabiá levou Dona Saúva de volta a sua casa e esta recolheu o pouco que podia ser salvo, agradecendo ao passarinho a ajuda recebida.

Moral da estória – a vida sempre nos surpreende e a criação Divina existe em cooperação mútua.

Por TJ Gama

sexta-feira, maio 08, 2026




O POTE E A SEMENTE.

Por TJ Gama

 Havia uma casa muito bonita na rua onde moro, no jardim tinham muitas flores plantadas em potes de barro. D. Lucinda a dona da casa tratava com muito carinho de seu jardim. E um dia ao fazer a limpeza costumeira no local observou que um dos potes com flores estava muito desgastado pelo tempo e assim resolveu fazer o replantio das flores para outro pote novo. 

E assim, o pote velho foi jogado fora, ficou muito triste e melancólico lembrando das vezes que, com carinho, enfeitava o jardim. E assim o tempo foi passando e ele cada vez mais triste, sendo que certo dia passou por ali um grupo de formigas que carregavam folhas, flores e uma delas que vinha por último carregava em suas costas uma grande semente. Vinha exausta pelo volume da semente e quando chegou bem perto do pote de barro disse: Ei seu pote, tudo bem por ai? no que o pote respondeu – sim, tudo bem.

A formiguinha então começou a conversar com o pote, tagarelando sem parar e quando viu as outras formigas já iam distante. Ela assustada disse – meu Deus, como alcançarei minhas irmãs com esse peso todo nas costas?

Teve ela então uma brilhante ideia – Seu pote, o Senhor pode por favor guardar essa semente ai dentro? Outro dia eu passo para pegar.

O pote que era de bom coração disse – claro formiguinha, pode deixar a semente aqui dentro.

A semente que até então estava calada disse – seu pote eu já queria descansar e não ficar zanzando de um lugar pra outro. Agora vou dormir ai dentro e esperar a primavera. No que o pote disse – mas a formiguinha voltará para lhe buscar. Recebendo em resposta – ela não vai voltar, se ocupará de outra tarefa e me esquecerá.

Então tudo bem – respondeu o pote – passaram-se os dias e a semente germinou e com a chegada da primavera surgiu uma linda flor vermelha, deixando o pote de barro feliz como há muito tempo não mais tinha estado.

Moral da estória, nunca pense que você não pode contribuir para embelezar o mundo, O pote e a semente fizeram sua parte nesse trabalho e o homem pode contribuir com o Criador embelezando o mundo com as flores das virtudes nascente de um coração digno.




  A saúva Trabalhadeira O dia amanheceu preguiçoso, com uma neblina leve que lembrava uma gaze de algodão, se é que existe isso. Os pássar...