A saúva
Trabalhadeira
O dia amanheceu preguiçoso,
com uma neblina leve que lembrava uma gaze de algodão, se é que existe isso. Os
pássaros cantavam e voavam de um lado para o outro. A vida parecia sem pressa
para começar. Mas havia alguém alheio a essa mansidão. Era D. Saúva, sempre
alegre e faceira e sempre ocupada em carregar pequenas folhas de um lado para o
outro. Seu Sábia que entre um voo e outro passava perto de D. Saúva lhe disse –
Ei amiga, a senhora não acha que está muito cedo para começar a trabalhar? Recebendo
em resposta – Deus ajuda quem cedo madruga – e nem ligou para o sabiá continuando
em sua tarefa.
O sabiá pousou num pequeno
galho e ficou pensando – essa daí não sabe aproveitar a vida. E saiu voando ligeiro.
A saúva por sua vez pensava –
esse passarinho não sabe que temos que nos preparar para o futuro. O inverno tá
chegando e se eu não tiver feito o armazenamento de que necessito não virá
nenhum sabiá me ajudar.
O inverno chegou e com ele as
fortes chuvas alagaram todo o terreno onde D. Saúva havia feito sua casinha. E
ela assustada começou a gritar – Alguém me ajude. Socorro, minha casa esta inundada.
O sabiá que havia feito seu
ninho em uma arvore grande e forte ouviu os lamentos da D. Saúva e voando em
direção de onde provinha os gritos disse – D. Saúva a senhora esta em apuros.
Quer vir pra minha casa até o terreno secar? No que a saúva sem outra alternativa
aceitou a ajuda do pássaro e foi carregada por este em suas asas até a casinha na
arvore e juntos ficaram olhando a chuva e o estrago que ela estava fazendo na
casa da D. Saúva.
Passado o temporal o sabiá
levou Dona Saúva de volta a sua casa e esta recolheu o pouco que podia ser
salvo, agradecendo ao passarinho a ajuda recebida.
Moral da estória – a vida sempre
nos surpreende e a criação Divina existe em cooperação mútua.
Por TJ Gama

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