sábado, outubro 11, 2008

ANJOS GUARDIÃES


Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.
Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.
Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.
Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.
Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.
São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.
Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naqueloutros de perturbação e vulgaridade.
Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.
Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.
Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.
Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.
Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.
Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.
Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.
Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.
Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.
Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.
Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.
O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.
O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.
Imana-te a ele.
Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.
Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.


Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL. 1994.

O Círio de Nazaré


O Círio de Nazaré é realizado no segundo domingo de outubro desde 1793. A estátua da Santa teve origem na cidade de Nazaré na Galiléia, a imagem representa a Virgem Maria, tendo em seus braços o Menino Jesus segurando uma esfera azul.
A imagem da Santa passou a ser cultuada em Portugal, em decorrência do milagre ocorrido na manhã do dia 14 de setembro de 1182 com D. Fuas Roupinho, amigo do rei Afonso Henrique. Durante a perseguição de uma caça, D. Fuas perdeu o controle das rédeas de seu cavalo, o qual corria descontroladamente em direção à um abismo. Desesperado com a possibilidade da morte iminente, D. Fuas lembrou-se da Imagem e exclamou: "Senhora, valei-me!". No mesmo instante o cavalo estancou com ímpeto, cravando as patas traseiras nas pedras, rodopiando sobre e elas pondo a salvo o cavaleiro. A caça e os cachorros despencaram pelo precipício.

A devoção de Nossa Senhora de Nazaré foi introduzida no Pará pelos padres jesuítas, tendo o culto começado na cidade da vigia, no século XVII. O primeiro milagre que deu origem à procissão em Belém, ocorreu em outubro de 1700. Conta-se que um humilde lenhador filho de português, morador do atual bairro de Nazaré, ao andar pelos lados do igarapé Murutucu, onde atualmente fica uma travessa que passa por traz da atual Basílica de Nazaré, encontrou a imagem da Nossa Senhora de Nazaré trazida por algum devoto oriundo da Vigia. Era uma réplica da estátua que se encontra em Portugal, esculpida em madeira, com aproximadamente 28 cm de altura. Ela estava depositada entre pedras lodosas, bastante deteriorada pela ação do tempo. Encantado com a descoberta , o lenhador a levou para sua casa, improvisando ali um pequeno altar. De acordo com a tradição, a imagem não ficou na casa, retornando misteriosamente ao lugar do achado. O fato repetiu-se outras vezes, até que o lenhador decidiu erguer, às margens do igarapé, uma humilde capela. A propagação desse episódio repercutiu como milagre, chamando vários fiéis que iam conhecer a imagem e prestar-lhe culto. O governador da época determinou a remoção da imagem para o Palácio da Cidade. Não obstante a vigília de soldados colocados à porta da capela, a imagem novamente desapareceu, voltando ao seu nicho primitivo. No lugar está erguida, hoje, a suntuosa Basílica de Nossa Senhora de Nazaré

O Círio de Nazaré é uma tradição paraense, e por sua magnetude é considerado como "O Natal dos Paraenses", pois como é costume nessa época ser desejado "bom Círio", a todas as pessoas, como a querer dizer : que este dia seja abençoado, que todos os seus sonhos se realizem, que novas esperanças surjam na sua vida e outras coisas mais.

Não sou católica, mas a procissão, mesmo não tendo a conotação do catolocismo é sem dúvida uma demostração de fé, de esperança e sobretudo de amor.

Na procissão é nítida a impressão desse amor que parecer emanar de todos e para todos. Não é possível deixar de sentir-se tocado, sensibilizado. É uma reunião de várias mentes emando um só pensamento: o agradecimento a Senhora de Nazaré por seu amor e intercessão jinto a seu filho muito querido, Jesus Cristo, que veio a este mundo para nos deixar uma mensagem imorredoura, a de que o amor a tudo de soprepõe e só ele é o que realmente importa.

Bem, BOM CÍRIO A TODOS OS PARAENSES!


sábado, setembro 27, 2008

XOTE DA MENINAS


Uma lembrança do nosso saudoso Luiz Gonzaga, que com sua sanfona agitou muitas festas juninas.

E prá quem não sabe Mandacaru é uma planta muito abundante no nordeste brasileiro e que que tem água no caule e nos espinhos e pode resistir a períodos de forte estiagem no sertão, pode ser uma solução para um dos problemas que a seca traz. De acordo com o pesquisador da Embrapa Nilton de Brito Cavalcanti, a plantação do mandacaru pode ser uma alternativa para alimentar animais em períodos de seca.


Mandacaru quando fulora na seca
É um sinal que a chuva chega no sertão
Toda menina que enjôa da boneca
É sinal de que o amor já chegou no coração
Meia comprida, não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintado
Não quer mais vestir gibão
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
De manhã cedo já tá pintada
Só vive suspirando, sonhando acordada
O pai leva ao doutor a filha adoentada
Não come não estuda
Não dorme nem quer nada
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Mas o doutor nem examina
Chamando o pai de lado
Lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade
E que pra tal menina
Não há um só remédio
Em toda medicina
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Mandacaru quando fulora na seca
É um sinal que a chuva chega no sertão
Toda menina que enjôa da boneca
É sinal de que o amor já chegou no coração
Meia comprida, não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintadoNão quer mais vestir gibão
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
De manhã cedo já tá pintada
Só vive suspirando, sonhando acordada
O pai leva ao doutor a filha adoentada
Não come não estuda
Não dorme nem quer nada
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Mas o doutor nem examina
Chamando o pai de lado
Lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade
E que pra tal menina
Não há um só remédio
Em toda medicina
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar

Luiz Gonzaga (1912-1989)

Cidades



A história das cidades, em geral, remete a períodos longínquos da Antiguidade, sendo que as primeiras cidades teriam surgido entre quinze a cinco mil anos atrás, dependendo das diversas interpretações sobre o que delimita exatamente um antigo assentamento permanente e uma cidade. As primeiras verdadeiras cidades são por vezes consideradas grandes assentamentos permanentes nos quais os seus habitantes não são mais simplesmente fazendeiros da área que cerca o assentamento, mas passaram a trabalhar em ocupações mais especializadas na cidade, onde o comércio, o estoque da produção agrícola e o poder foram centralizados.



As primeira cidade de que se tem notícia teriam surgido à beira de grandes fluxos de água, pois eles garantiam terras férteis e irrigação, proporcionando que a cidade pudessem ser abastecidas com regularidade. Por causa dessa regularidade foi que desenvolveu-se o comércio, primeiramente de trocas, o escambo, para muito mais tarde aparecer o dinheiro.



Dentre as inúmeras cidades que se desenvolveram por estar fundada às proximidades de grandes fluxos de água, é Tebas, no Vale do Nilo no Antigo Egito, também conhecida por Uaset, no Egito ou, simplesmente, "a cidade" ou " Heliópolis do Sul, ou "cidade do sul" por ser a Capital da 4ª província do Alto Egito e da metade sul do país, tabém chamada de Luxor, que quer dizer "palácio", antiga morada dos soberanos, sendo a capital gloriosa do Egito por mais de 1500 anos.




Na Era das Pirâmides quando a capital do reino unido era Ménfis, Tebas foi apenas uma pequena cidade de pouca importância. A partir da Época da segunda unificação do reino egípcio pelo rei tebano «Neb-Hebet-Rá», Montohotep I, por volta de 2134. a.C , Tebas passou a ser a capital do país, tendo em conta que os monarcas da dinastia XI pertencem a essa cidade celebre, porém o deus poderoso na cidade daquela época não foi Amón, mas o deus da guerra "Monto". Quando os reis da dinastia XII deixaram Tebas e fundaram nova capital " Ithet-tawi", em Beni Suef, provavelmente Tebas perdeu uma grande parte da sua importância. Por volta de 1570 a. C aprox. com a terceira unificação e a expulsão dos Hicsos, graças as batalhas prolongadas de libertação feitas a cabo pelos reis da dinastia tebana conhecida como a dinastia XVII, Tebas recuperou o seu valor e passou de novo a ser a capital do reino egípcio unido. Sob o controlo de grandes reis como Ahmoss, Amenhotep I, Tohotmos I, inicou-se o processo de segurar as fronteiras do reino por meio de campanhas militares remetidas às terras asiáticas e núbias, divulgando a tranquilidade e segurança ao longo do país. Com a restauração da paz e sossego durante os reinados daqueles monarcas poderosos surgiu grande prosperidade comercial e artística. Quando Hatshepsut subiu ao trono dedicou grande interesse ao intercâmbio comercial com outros reinos sobre tudo com o leste da África. Ela deu mais interesse a restauração e construção de novos templos sobretudo em Tebas. Tohotmus III, o grande faraó guerreiro expandiu os cantos do seu império para todas as dirercções do mundo então conhecido, comandando em coragem 17 diversas campanhas militares para Ásia e para África (Núbia).

Entre o tempo da dinastia XXI até a dinastia XXV (1070-750 a.C aprox.) Tebas sofreu de uma época calamitosa, pois grande parte da glória da cidade desapareceu e havia uma ruptura com o poder central, limitando-se a servir de um centro religioso de grande destaque. Uma tentaiva de restaurar paz, ordem e estabilidade foi levada a cabo pelos monarcas da dinastia XXV, conhecida na história com a Dinástia Núbia. Reis oriundos de Napata" (no norte do Sudão actual) conquistarm o país, transformaram Tebas no seu próprio centro espiritual e religioso, e conseguiram restaurar uns edifícios e aumentaram outros na capital. Com a conquista dos assírios ao Egipto em 667 a.C Tebas sofreu de uma época de declínio, desordem, e destruição. Uma tentativa que teve sucesso foi levada a cabo pelos príncipes nacionais do oeste do Delta "Sais" terminou pela expulsão dos assírios do país e a fundação da dinsatia XXVI, porém a cidade de Sais (Sa El Hagar) foi a capital. E no entanto Tebas se recuperou e foi reconstruída e restaurada de novo. Infelizmente os persas conquistaram o Egipto e tomaram Tebas que foi vítima de tarefas de violência, destruição e devastação.






sexta-feira, setembro 26, 2008

Geografia urbana estuda as áreas urbanas e seus processos de produção do espaço urbano. E, nesse contexto entende-se que o espaço urbano, é como já se pode imaginar, um espaço por excelência produzido pela ação humana, as quais podem ser muitos úteis ao próprio homem ou a ele danosas.

Para a compreensão desse espaço existem vários estudos que querem compreender como esse espaço se produz e reproduz. Estudo esse de grande complexidade, em face mesmo que para a ação humana são levados em consideração vários fatores, que podem ser tanto de ordem cultural, religiosa e econômica, esta última sobressaindo-se mais em relação as outras, já que o fator econômico tem preponderância sobre outros fatores, produzindo singularidades, formadoras de perspecitvas diversas.

Para melhor explanarmos sobre o urbano precisamos compreender o que é uma cidade, pois é ela que melhor pode demonstar as relações que se estabelecem para esse entendimento;

A cidade, segundo Milton Santos, é uma "sucessão de tempos desiguais", o

sábado, setembro 20, 2008

Soneto da Separação


De repente, em um lapso de segundo, tudo o que era se desfez. Como continuar, depois do que você fez? E a dor...... quando acaba? É melhor não pensar, ou pensar depois como a Scarlet O'Hara, de "O vento levou". Esperar por outro ciclo, novas paisagens, algumas decisões importantes. Espero fazer o que deve ser feito e não machucar ninguém. E pra falar de mudanças nada melhor que a poesia de Vinicius:



De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.


Vinícius de Moraes

A ROSA DE HIROSHIMA


Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.

Vinícius de Moraes

  A saúva Trabalhadeira O dia amanheceu preguiçoso, com uma neblina leve que lembrava uma gaze de algodão, se é que existe isso. Os pássar...