sábado, setembro 27, 2008

XOTE DA MENINAS


Uma lembrança do nosso saudoso Luiz Gonzaga, que com sua sanfona agitou muitas festas juninas.

E prá quem não sabe Mandacaru é uma planta muito abundante no nordeste brasileiro e que que tem água no caule e nos espinhos e pode resistir a períodos de forte estiagem no sertão, pode ser uma solução para um dos problemas que a seca traz. De acordo com o pesquisador da Embrapa Nilton de Brito Cavalcanti, a plantação do mandacaru pode ser uma alternativa para alimentar animais em períodos de seca.


Mandacaru quando fulora na seca
É um sinal que a chuva chega no sertão
Toda menina que enjôa da boneca
É sinal de que o amor já chegou no coração
Meia comprida, não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintado
Não quer mais vestir gibão
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
De manhã cedo já tá pintada
Só vive suspirando, sonhando acordada
O pai leva ao doutor a filha adoentada
Não come não estuda
Não dorme nem quer nada
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Mas o doutor nem examina
Chamando o pai de lado
Lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade
E que pra tal menina
Não há um só remédio
Em toda medicina
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Mandacaru quando fulora na seca
É um sinal que a chuva chega no sertão
Toda menina que enjôa da boneca
É sinal de que o amor já chegou no coração
Meia comprida, não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintadoNão quer mais vestir gibão
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
De manhã cedo já tá pintada
Só vive suspirando, sonhando acordada
O pai leva ao doutor a filha adoentada
Não come não estuda
Não dorme nem quer nada
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Mas o doutor nem examina
Chamando o pai de lado
Lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade
E que pra tal menina
Não há um só remédio
Em toda medicina
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar

Luiz Gonzaga (1912-1989)

Cidades



A história das cidades, em geral, remete a períodos longínquos da Antiguidade, sendo que as primeiras cidades teriam surgido entre quinze a cinco mil anos atrás, dependendo das diversas interpretações sobre o que delimita exatamente um antigo assentamento permanente e uma cidade. As primeiras verdadeiras cidades são por vezes consideradas grandes assentamentos permanentes nos quais os seus habitantes não são mais simplesmente fazendeiros da área que cerca o assentamento, mas passaram a trabalhar em ocupações mais especializadas na cidade, onde o comércio, o estoque da produção agrícola e o poder foram centralizados.



As primeira cidade de que se tem notícia teriam surgido à beira de grandes fluxos de água, pois eles garantiam terras férteis e irrigação, proporcionando que a cidade pudessem ser abastecidas com regularidade. Por causa dessa regularidade foi que desenvolveu-se o comércio, primeiramente de trocas, o escambo, para muito mais tarde aparecer o dinheiro.



Dentre as inúmeras cidades que se desenvolveram por estar fundada às proximidades de grandes fluxos de água, é Tebas, no Vale do Nilo no Antigo Egito, também conhecida por Uaset, no Egito ou, simplesmente, "a cidade" ou " Heliópolis do Sul, ou "cidade do sul" por ser a Capital da 4ª província do Alto Egito e da metade sul do país, tabém chamada de Luxor, que quer dizer "palácio", antiga morada dos soberanos, sendo a capital gloriosa do Egito por mais de 1500 anos.




Na Era das Pirâmides quando a capital do reino unido era Ménfis, Tebas foi apenas uma pequena cidade de pouca importância. A partir da Época da segunda unificação do reino egípcio pelo rei tebano «Neb-Hebet-Rá», Montohotep I, por volta de 2134. a.C , Tebas passou a ser a capital do país, tendo em conta que os monarcas da dinastia XI pertencem a essa cidade celebre, porém o deus poderoso na cidade daquela época não foi Amón, mas o deus da guerra "Monto". Quando os reis da dinastia XII deixaram Tebas e fundaram nova capital " Ithet-tawi", em Beni Suef, provavelmente Tebas perdeu uma grande parte da sua importância. Por volta de 1570 a. C aprox. com a terceira unificação e a expulsão dos Hicsos, graças as batalhas prolongadas de libertação feitas a cabo pelos reis da dinastia tebana conhecida como a dinastia XVII, Tebas recuperou o seu valor e passou de novo a ser a capital do reino egípcio unido. Sob o controlo de grandes reis como Ahmoss, Amenhotep I, Tohotmos I, inicou-se o processo de segurar as fronteiras do reino por meio de campanhas militares remetidas às terras asiáticas e núbias, divulgando a tranquilidade e segurança ao longo do país. Com a restauração da paz e sossego durante os reinados daqueles monarcas poderosos surgiu grande prosperidade comercial e artística. Quando Hatshepsut subiu ao trono dedicou grande interesse ao intercâmbio comercial com outros reinos sobre tudo com o leste da África. Ela deu mais interesse a restauração e construção de novos templos sobretudo em Tebas. Tohotmus III, o grande faraó guerreiro expandiu os cantos do seu império para todas as dirercções do mundo então conhecido, comandando em coragem 17 diversas campanhas militares para Ásia e para África (Núbia).

Entre o tempo da dinastia XXI até a dinastia XXV (1070-750 a.C aprox.) Tebas sofreu de uma época calamitosa, pois grande parte da glória da cidade desapareceu e havia uma ruptura com o poder central, limitando-se a servir de um centro religioso de grande destaque. Uma tentaiva de restaurar paz, ordem e estabilidade foi levada a cabo pelos monarcas da dinastia XXV, conhecida na história com a Dinástia Núbia. Reis oriundos de Napata" (no norte do Sudão actual) conquistarm o país, transformaram Tebas no seu próprio centro espiritual e religioso, e conseguiram restaurar uns edifícios e aumentaram outros na capital. Com a conquista dos assírios ao Egipto em 667 a.C Tebas sofreu de uma época de declínio, desordem, e destruição. Uma tentativa que teve sucesso foi levada a cabo pelos príncipes nacionais do oeste do Delta "Sais" terminou pela expulsão dos assírios do país e a fundação da dinsatia XXVI, porém a cidade de Sais (Sa El Hagar) foi a capital. E no entanto Tebas se recuperou e foi reconstruída e restaurada de novo. Infelizmente os persas conquistaram o Egipto e tomaram Tebas que foi vítima de tarefas de violência, destruição e devastação.






sexta-feira, setembro 26, 2008

Geografia urbana estuda as áreas urbanas e seus processos de produção do espaço urbano. E, nesse contexto entende-se que o espaço urbano, é como já se pode imaginar, um espaço por excelência produzido pela ação humana, as quais podem ser muitos úteis ao próprio homem ou a ele danosas.

Para a compreensão desse espaço existem vários estudos que querem compreender como esse espaço se produz e reproduz. Estudo esse de grande complexidade, em face mesmo que para a ação humana são levados em consideração vários fatores, que podem ser tanto de ordem cultural, religiosa e econômica, esta última sobressaindo-se mais em relação as outras, já que o fator econômico tem preponderância sobre outros fatores, produzindo singularidades, formadoras de perspecitvas diversas.

Para melhor explanarmos sobre o urbano precisamos compreender o que é uma cidade, pois é ela que melhor pode demonstar as relações que se estabelecem para esse entendimento;

A cidade, segundo Milton Santos, é uma "sucessão de tempos desiguais", o

sábado, setembro 20, 2008

Soneto da Separação


De repente, em um lapso de segundo, tudo o que era se desfez. Como continuar, depois do que você fez? E a dor...... quando acaba? É melhor não pensar, ou pensar depois como a Scarlet O'Hara, de "O vento levou". Esperar por outro ciclo, novas paisagens, algumas decisões importantes. Espero fazer o que deve ser feito e não machucar ninguém. E pra falar de mudanças nada melhor que a poesia de Vinicius:



De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.


Vinícius de Moraes

A ROSA DE HIROSHIMA


Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.

Vinícius de Moraes

segunda-feira, setembro 01, 2008

Jardim - Rubens Alves


Hoje foi o dia da minha colação de grau de Licenciatura em geografia e a Professora Suely Menezes, principal coordenadora da Universidade Estadual Vale do Acaraú, em sua oratória durante a cerimônia dos colandos fez uma alusão a um texto de Rubens Alves, "Jardim", remetendo-nos ao pensamento de que como novos professores aptos a entrar no mercado de trabalho, que é o da educação, fomos comparados por ela a jardineiros, responsáveis pela plantação da boa semente, porque não bastar ter o jardim é preciso ter jardineiros para cuidar que os brotos recém plantados não sejam alvo das ervas daninhas e outras pragas, isto é : o professor tem um papel muito importante, e que não é apenas de facilitador do conhecimento, mas também responsável por plantar idéias sadias nas mentes dos nossos jovens, e que vivem nesse mundão de Deus nem sempre com alguém por perto para lhes ensinar, além do conhecimento as noções subjetivas da vida, tentando levar a esses jovens a oportunidade do conhecer para poder avaliar criticamente as ocorrências do dia e dia. E, é com o pensamento na importância do jardim e do jardineiro que deixo esse pequeno trecho de Rubens Alves:


“Explico: o que é que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde, um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro. O que faz um povo são os pensamentos daqueles que o compõem” (Alves, R., 2000, p. 24-25).

quarta-feira, agosto 27, 2008

O SAL DA TERRA


Anda, quero te dizer nenhum segredo
Falo desse chão, da nossa casa, vem que tá na hora de arrumar
Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante, nem por isso quero me ferir
Vamos precisar de todo mundo prá banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado e quem não é tolo pode ver
A paz na Terra, amor, o pé na terra
A paz na Terra, amor, o sal da...
Terra, és o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro, tu que és a nave nossa irmã
Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com teus frutos, tu que és do homem a maçã
Vamos precisar de todo mundo, um mais um é sempre mais que dois
Prá melhor juntar as nossas forças é só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora para merecer quem vem depois
Deixa nascer o amor
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor
Composição: Beto Guedes/Ronaldo Bastos

  A saúva Trabalhadeira O dia amanheceu preguiçoso, com uma neblina leve que lembrava uma gaze de algodão, se é que existe isso. Os pássar...