sexta-feira, março 27, 2009
Segunfa natureza
segunda-feira, março 23, 2009
Amazônia, Amazônias
+Imagem+de+bitmap.bmp)
A imagem que normalmente se tem da Amazônia [...] tem sido vista mais pela ótica dos colonizadores do que de seus próprios habitantes” (p.12)
“Sua população é vista como primitiva, indolente e preguiçosa e, assim, incapaz de ser portadora de um projeto civilizatório que a redima da situação de subdesenvolvimento à qual se acha secularmente submetida” (p.12)
”A Amazônia cumpre um importante papel na imagem que os brasileiros fazem de si próprios e de seu país [..]. Nessa imagem está subjacente a idéia de que o Brasil é um pais de dimensões continentais, portador de imensos recursos naturais que nos garantiriam um futuro promissor” (p.12).
“O futuro parecia, finalmente, ter chegado à Amazônia [...] o Estado brasileiro, então sob o regime militar, recorreu a empréstimos em bancos privados e multilaterais (BID e BIRD – Banco Interamericano de Desenvolvimento e Banco Mundial), além de grandes corporações transnacionais” (p.12.
‘Mas uma vez o futuro da Amazônia era decidido à revelia de seus habitantes, como se fora uma região colonial, vazia de gente (ou de “gente inferior”, como pensam os capitalistas) e somente portadora de recursos naturais” (p.13);
“Logo a Amazônia se tornou em um cenário de enormes tensões e conflitos [...] é esta imagem que vem ganhando o mundo não só através da imprensa, da ação de organizações não-governamentais, de lideranças de movimentos sociais e também de trabalhos científicos” (p.13)
[...] O debate ecologizado sobre a Amazônia seria uma ingerência externa, uma nova forma de se fazer presente a antiga cobiça internacional sobre a região” (p.13);
“O que há de novo na construção imagenética do que seja a Amazônia é que [...] participam hoje, além dos protagonistas de sempre, as lideranças de populações tradicionais da região [...] lideranças de produtores familiares, lideranças sindicais de trabalhadores, além de outros seguimentos da sociedade” (p.13);
“Na verdade, em torno da Amazônia se trava um interessante debate não só acerca da região mas sobre o próprio futuro da humanidade e do planeta” (p.15);
sábado, dezembro 27, 2008
UM CONTO DE FÉ
Por T.J.Gama, em 27.12.08A mãe, talvez sentindo a aproximação de um estranho veio até a entrada da casa, seu rosto não diferia muito dos pequenos seres que ali procuravam se entreter e de olhos percucientes e assustadiços falou-me : bom dia moço – pensei, o que tinha de bom no dia para aquelas gentes – mas retruquei, bom dia senhora, estou procurando pela casa de um senhor conhecido por “Zé do Caju”. E ela respondeu-me:
- ah! O Zé deve tá na roça, a casa dele fica perto de um cajuzeiro grande, não tem o que errar é só seguir aquele caminho. – disse apontando um caminho de terra vermelha ladeada por uma vegetação tosca e ressequida.
- obrigado senhora – e segui adiante, andei pelo menos hora e meia até chegar em uma casa pequena, de enchimento coberta de palha. Olhando ao redor pude perceber que algumas galinhas ciscavam no quintal e um pouco mais adiante uma cabra pastava, ou tentava pastar algumas folhas da vegetação que mais pareciam desnutridas como aquela gente.
Busquei pelo olhar algum sinal da presença do dono da casa, mas nada, nenhum sinal do homem. Comecei a andar no terreno e ao me afastar alguns metros eis que vejo uma pessoa caída, parecia um homem de aproximadamente 64 anos de idade, rosto bastante tostado pelo sol, rugas abundantes e seu rosto denotava estar sentindo muitas dores.
Corri até ele e assim que me avistou seu rosto contorceu-se no que parecia um sorriso. Debrucei-me sobre ele e perguntei : seu “Zé do Cajueiro” ?. Ele apenas retorceu novamente o rosto, como a concordar com o que eu dizia. Com muito custo consegui carregá-lo até a casa, onde o ambiente mostrava apenas uma cama de solteiro, colchão velho com um lençol não muito limpo, uma cadeira e pequena mesa, um fogão de lenha com duas bocas, muita cinza e nenhuma panela sobre o fogão ou mesa, o que denotava que pelo menos naquele dia não havia sido feita nenhuma refeição.
Coloquei-o sobre a cama e com uma pequena vasilha de barro que encontrei no jirau retirei água de um pote e dei de beber ao “Zé”, que sorveu a água com certa dificuldade, lentamente e depois com um olhar agradecido fechou os olhos e dormiu, agora não mais se via aquela careta de dor, mas apenas um olhar cansado.
Esperei por longas duas horas até que o Zé acordasse e este assim que acordou disse - obrigado moço, eu tava o dia todo deitado naqyele chão e não conseguia levantar.
Estava começando a ficar preocupado com o senhor. Tudo bem agora ?
- Tá sim moço, só me deu uma tontera e eu caí. Agora to bem.
Não me perguntou quem eu era apenas sentiu-se na obrigação de agradecer e dizer que agora estava bem. Fiquei a me indagar como era o viver daquele homem simples, de aspecto rude e de uma singeleza de alma, que não indagava o porquê da minha presença naquela casa, apenas me olhava agradecido e esperava que me dispusesse a dizer de meus motivos – para ele o que importava era que eu tinha sido seu salvador, meus motivos eram irrelevantes – e ele aguardava.
Senti naquele momento que eu era a pessoa mais importante da face da Terra e isso de certo modo incomodou-me – pessoa da cidade grande, acostumado a ser um rosto a mais na multidão – de repente senti que cada pessoa tem um traçado de vida, um destino, uma missão, uma tarefa,....... bem, seja lá como queiram chamar. Mas os meus passos me levaram naquela casa, naquele dia e hora, exatamente quando o Zé mais precisava.
Pensei em Deus – sempre acreditei nele – mas as vezes me perguntava se ele estava olhando quando a gente precisava. E naquele dia seria a resposta ? porque o Zé precisava...........e talvez eu também precisasse acreditar mais em Deus, na sua onisciência, no seu cuidado para com suas criaturas, no seu amor. Enfim, no zelo que ele tem (ou teria) – aqui vou eu de novo a descrer na existência desse Deus que todos, ou quase todos, chamam quando se sentem de alguma forma tristes ou desiludidos. Então refazendo meus pensamentos, perguntei ao Zé – era assim que eu já o estava chamando, com aquela intimidade de quem já se conhece há muito tempo – o senhor vive sozinho nessa casa?
E ele me respondeu: - não, eu e Deus.
Sorri com sua resposta, mas continuei:.......... Mas Zé e quando não se sente bem quem lhe ajuda? No que ele retrucou: se é só um caso leve a gente conta com os vizinhos, mas se o caso se complica conto com a ajuda de meu Pai do Céu. E acrescentou: e sempre deu certo.
Resposta simples e que confirmava o que já tinha me dito – que naquela casa moravam o Zé e Deus.
É respondi. Aquele homem de aspecto rude e cansado com as lides da vida tinha uma fé inquestionável em Deus e até falava em “parceria” quando dizia “e sempre deu certo”.
Como questionar aquela idéia, ou mais que uma idéia, um ideal de vida, a crença absoluta na existência de Deus e em seu poder de prover a todos, segundo as suas necessidades ou merecimentos.
Lembrei-me então daquela família que havia encontrado há pouco, daquelas crianças desnutridas, daquela mulher assustada e perguntei-me, além das necessidades óbvias quais eram suas outras necessidades? Criam também em Deus dessa forma inconteste ou apenas estariam conformadas com suas desditas?
Minha mente vagava entre a religião ou a crença em Deus – é porque são coisas bem distintas - pode-se ter uma religião e não ter fé inquestionável em Deus ou vice-versa. E então lembrei-me dos milhões de desesperançados do mundo. Daqueles que não tem o pão de cada dia nem teto para morar, dos que usando terminologia moderna são os sem teto, sem camisa, sem emprego......... ou sem nada.
Pensei nos governos, nas Ong’s, na sociedade em geral e me perguntei quando e como aquela situação iria acabar? Não obtive resposta, porque não sabia a resposta. Apenas olhei para aquele homem e sua fé inabalável e ainda – pasmem – tentei talvez, medir aquela fé (se era possível) e disse: Zé mas o que acontece se não puder chamar os vizinhos para lhe ajudar, como foi o caso de agora e ele em sua simplicidade respondeu : ainda posso chamar por Deus e se eu merecer ele manda alguém me ajudar. E completou: o senhor num tá aqui. Foi eu que pedi pra Deus manda alguém pra me ajudar........e o senhor chegou.
Bem era simples e só. Envergonhei-me de tentar questionar aquela fé e como a querer não deixar que percebesse a minha gafe disse-lhe: e desse dia em diante o senhor pode contar com um amigo.
Desisti de questionar qualquer coisa e para reforçar a concepção de amigo procurei pensar nas questões práticas: comida, remédios, roupas, pois era isso que um amigo devia prover a outro amigo quando o encontra em situação difícil. E mais uma vez pensei na magnanimidade de Deus, que leva alguém de posses até alguém que nada pode e curvei-me perante Deus e sua imensa bondade.
Nunca mais esqueci do Zé e sua fé e ainda hoje sempre que posso vou até aquele rincão de terra – que não foi esquecido por Deus – E renovo minha fé.
domingo, dezembro 07, 2008
Fanatismo


Busca
segunda-feira, dezembro 01, 2008
AMAR
Eu quero amar perdidamente! Amar só por amar. Aqui ... além ...
Mais Este e Aquele, e Outro e toda a gente
Amar! Amar! e não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente?
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder ... pra me encontrar..
Autor:Florbela Espanca
A vida de Florbela Espanca sempre foi marcada por fatos incomuns. Esse poema a primeira vista parece mais um poema de amor dramático, porém se analisado com a profundidade que os poemas de Florbela Espanca requerem, soa como um desabafo. Nele está contida a dor que causa o amor, porém a angustiante vontade de continuar amando intensamente, especialmente nesse verso, ainda que cause dor “E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada; Que seja a minha noite uma alvorada”. Nesse poema Florbela mostra-se uma mulher madura, apresenta a preocupação quanto ao sentido da existência, ânsia de sempre estar amando, numa busca ate o fim da vida ou além, esse sentimento contraditório que é o amor.
Por José Regio: http://aprender.unb.br/mod/forum/discuss.php?d=53431
Sombra d'outeiro
A sombra d'um outeiro, vi passarem-se os dias.
Dias de muito, dias de pouco
Se recordo bem, foi lá que também perdi meu bem
Não mais dias luminosos, não mais alegrias sem fim
Apenas o recordar de mim pra mim.
Tento esquecer, mas enfim
Que fazer, se o infinito teve fim.
Na sombra d'outeiro
Vi passar meu cavaleiro.
Era lindo de uma beleza ardente e apaixonante.
Quisera poder reter nas malhas das lembranças
não apenas o momento fugaz ,
Mas meu cavaleiro que se perdeu, foi embora.
Autor : T.J.Gama (Dez/2008)
A saúva Trabalhadeira O dia amanheceu preguiçoso, com uma neblina leve que lembrava uma gaze de algodão, se é que existe isso. Os pássar...
-
A eleição em Belém no último domingo, 26 de outubro, formou a nova cara da Camara Muncipal de Belém e apesar da derrota de José Priante-PMDB...
-
O Impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX...
-
Das sete maravilhas do mundo antigo, as pirâmides são as únicas sobreviventes. Foram construídas por volta de 2690 a.C, a 10 km do Cairo, ca...

