quinta-feira, outubro 01, 2009

DE FRENTE PRO CRIME


(João Bosco)


Ta lá o corpo estendido no chão


Em vez de rosto uma foto de um gol


Em vez de reza uma praga de alguém


E um silêncio servindo de amém


O bar mais perto depressa lotou


Malandro junto com trabalhador


Um homem subiu na mesa de um bar


E fez discurso pra vereadorVeio camelô vender anel, cordão, perfume barato


E baiana pra fazer pastel e um bom churrasco de gato


Quatro horas da manhã baixou o santo na porta-bandeira


E a moçada resolveu parar e então


Ta lá o corpo estendido no chão


Ta lá o corpo estendido no chão


Em vez de rosto uma foto de um gol


Em vez de reza uma praga de alguém


E um silêncio servindo de amém


Sem pressa foi cada um pro seu lado


Pensando numa mulher ou num timeOlhei o corpo no chão


Ee fechei Minha janela de frente pro crime


Veio camelô vender anel, cordão, perfume barato


E baiana pra fazer pastel e um bom churrasco de gato


Quatro horas da manhã baixou o santo na porta-bandeira


E a moçada resolveu parar e então


Ta lá o corpo estendido no chão


X.X.X.


Participei esta semana de uma Jornada Fortiva de Direitos Humanos promovida pelo SENASP com a participação de agentes da segurança pública e, que vem como uma alternativa de trazer ao servidor público uma nova (por que não dizer nova?) visão sobre o que são direitos humanos. Será que direitos humanos é como alguns procurar dizer "coisa pra bandido" ou será que