domingo, novembro 22, 2009

ILHAS GALÁPAGOS











As Ilhas Galápagos foram descobertas em 1535, pelo bispo do Panamá, Frei Tomás de Berlanga. Existe uma lenda de que as ilhas foram visitadas, primeiramente, pelos viajantes incas, porém não há provas disso...
As ilhas apareceram pela primeira vez em dois mapas do século XVI, um desenhado por Mercator (1569) e o outro por Abraham Ortelius (1570). Foram chamadas de: "Insulae de los Galopegos - Ilhas das Tartarugas".
Em seus 4 anos de isolamento na ilha de Juan Fernandez, fora da costa chilena, Alexander Selkirk (o protótipo de Robinson Crusoe), visitou as ilhas Galápagos por volta de 1709, com o capitão Woodes Rogers.
O primeiro morador de Galápagos foi um irlandês chamado Patrick Watkins, abandonado por lá em 1807. Ele passou dois anos plantando vegetais e trocava-os por rum com os visitantes. Em 1809, ele roubou um barco e fugiu para Guayaquil......
Galápagos foi oficialmente anexada ao Equador em 1832 e foi nomeada "Archipiélago del Ecuador". Entretanto, parece que seu nome oficial é Arquipélago de Cólon....
O arquipélago de Galápagos é um conjunto de 58 ilhas vulcânicas a quase 1.000 (965) quilômetros da costa continental do país.
O mais famoso visitante da ilha foi o jovem Charles Robert Darwin, abordo do "H.M.S. Beagle" do capitão Robert Fitz Roy, em 15/09/1835, permanecendo até 20 de Outubro.
Darwin visitou somente 4 ilhas, primeiramente San Cristóbal (Chatham Island), depois Floreana (Charles Island), Isabela e Santiago, durante os 5 dias em que permaneceu nessas terras, fez grandes coletas de plantas e animais, assim como observações da vida natural - o que se tornou, mais tarde, as bases da elaboração da Teoria da Evolução...

MOMENTOS


Mais um dia que começa, ouço a chuva que cai. Olho pela janela e meus pensamentos se perdem no tempo.É domingo também chovia. Gotas grandes, que caiam machucando a pele. Não que elas fossem assim tão grandes, mas minha concentração estava toda no corpo e nas gotinhas de chuva que caiam.
Lembro-me de andar pelas ruas, sem rumo me perguntando o que fazer? Como continuar aquela vida que parecia sem sentido, sem um norte, sem uma estrela guia. O que fazer? Volto a pensar. Já é tarde e sempre temos que tomar uma decisão. Sempre existe alguém que espera por nossa decisão. Mas como decidir se não se sabe o que se quer ou aonde ir.
A vida é assim. Procuro tomar essa decisão que agrade a todos. A todos? Não só a mim devo agradar . É minha vida! Tento então buscar um sentido para ela. A chuva continua a cair machucando-me a cabeça que explode em tantos pensamentos desencontrados.
Vejo ao longe uma pessoa que também caminha de cabeça baixa. Aproximo-me e ele me olha com aquele olhar penetrante como a devassar-me a alma. Assusto-me, parece que ele me olha além do que posso entender. Busca em mim uma resposta, talvez pergunte : porque caminhas na chuva? Mas sua boca não fala nada. Ele apenas me olha e sorri. Retribuo o sorriso meio sem jeito, acanhado. Mas ele continua a sorrir e aí me diz : que chuva gostosa!
Não esperava por aquelas palavras e somente consigo balbuciar um som, que podia ser entendido como o concordar com suas palavras. Ele não se inibe e continua. Quando eu era criança gostava muito de brincar na chuva, de sentir o cheiro da terra, de correr com meus amigos. – Era uma tremenda farra.
Não sei o que responder, mas seus olhos me olhavam de um jeito que me pedia resposta e num instante de segundo me vi como que deslocada no tempo e espaço e também me vi pequenina correndo por um caminho cheio de árvores, ouvindo o som da chuva, sentido o gosto de viver sem pensar no que vai acontecer daqui há pouco. Era apenas uma menina vivendo sua vida de menina. E quase que sem querer dei um sorriso mais aberto e respondi que a chuva também me trazia boas recordações de um tempo sem tempo de pensar. Era apenas tempo de viver.
Ele retrucou – como a gente pode esquecer desses momentos ? Concordei. Mas ele ia seguir por outra rua e se despediu com um sorriso e aceno de mão.
A chuva continuava e eu continuava a caminhar, mas agora tudo parecia diferente. As gotas de água não mais doíam, elas me faziam sentir viva. Cada gotinha minúscula me fazia sentir leve e feliz de ter mais um dia, pra tomar decisões ou até pra não decidir nada. Mas com certeza viver, aproveitando cada minutinho, pois nossos passos sempre nos levam a algum lugar, querendo ou não acabamos por decidir: consciente ou inconscientemente para onde ir e o que fazer. Naquele momento um desconhecido me ensinou que a vida é muito importante pra ser vivida e que os pequenos momentos sempre valem a pena ser vividos.

Autor: T.J.Gama